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fev 13, 2022 89 Mary Penich, USA
ENVOLVA-SE

VOC? ? PROFUNDAMENTE AMADO

N?o h? al?vio maior do que descobrir que algu?m est? prestando muita aten??o em voc? o tempo todo!

Outro dia, decidi caminhar ao ar livre para refrescar minha mente de preocupa??es. Quando sa?, percebi um dia parcialmente ensolarado, parcialmente nublado. Quando cheguei ? cal?ada, uma brisa forte me alcan?ou! Eu ri e disse: “Voc? n?o precisa me empurrar! Eu posso andar sozinha!”

Assim que falei com aquela brisa maravilhosa, lembrei que n?o estava sozinha. E eu nunca estou sozinha. Olhei para cima enquanto continuava descendo a rua e rezei: “Querido Deus, V?s sabeis exatamente quando preciso que V?s me empurre e quando consigo andar sozinha. Obrigado por prestar tanta aten??o!” Com isso, continuei a desfrutar do cen?rio familiar que ? o meu bairro. A cada passo, uma sensa??o de pertencer substituiu a ang?stia que me impeliu para fora de casa.

Eu estava ansiosa porque as not?cias no mundo inteiro ofereciam pouco motivo para sorrir. Mesmo os her?icos atletas nas Olimp?adas deste ver?o n?o conseguiram nos distrair do estado lament?vel do planeta. Quando alguns desses humanos mais saud?veis ??contra?ram a variante COVID, me perguntei se algum dia nos livraremos desse v?rus. Ao considerar essa possibilidade, pensei em todos ao redor do mundo que sempre se perguntaram se algum dia se livrariam da injusti?a e da pobreza, da guerra e da opress?o, das doen?as e dos desastres naturais.

Os evangelhos falam de um jovem que estava no meio da multid?o no dia em que cinco mil vieram ouvir Jesus, sem pensar no jantar. Percebendo que os que estavam reunidos deviam estar com muita fome, Jesus voltou-se para seus disc?pulos e perguntou onde poderiam conseguir comida para alimentar a todos. O Evangelho nos diz que n?o havia nada dispon?vel, exceto a cesta de cinco p?es de cevada e dois peixes que aquele jovem havia trazido.

Desde a inf?ncia, me pergunto como aquele menino conseguiu proteger sua comida no meio daquela multid?o faminta. Tamb?m me perguntei o que Jesus fez para tirar aquela cesta das m?os do menino e coloc?-la nas Suas. O que fez o menino desistir do que poderia ter sido sua ?nica refei??o naquele dia ou uma fonte de renda se ele tivesse vendido os p?es para algu?m na multid?o? Acho que a resposta est? no cen?rio familiar que era o bairro daquele menino ? a encosta, talvez seus pais e vizinhos no meio da multid?o e, claro, Jesus. Embora ele possa n?o ter conhecido Jesus antes, ele certamente ouviu Suas hist?rias e certamente sentiu Seu amor.

Embora eu goste das ?rvores, flores e casas que margeiam as ruas do meu bairro, meus aspectos favoritos desse cen?rio familiar s?o as pessoas que encontro ao longo do caminho. Em cada um, vejo a alegria que os faz sorrir e as l?grimas que acompanham suas tristezas. Vejo m?os macias que abra?am crian?as e m?os calejadas que ganham o suficiente para vestir e alimentar uma fam?lia. Vejo pernas fortes que correm para ajudar uma vizinha idosa a capturar seu cachorro fuj?o e bra?os gentis que abra?am uma vizinha em luto.

Em cada pessoa que conhe?o, vejo algu?m que precisa ser empurrado um pouco ?s vezes, e vejo algu?m que outras vezes pode andar sozinho. Em cada pessoa que encontro, vejo uma alma sobre a qual Deus diz: “Sei exatamente quando empurr?-la e quando ? capaz de caminhar sozinha. Presto muita aten??o a cada um de voc?s porque os amo!”

Saber que Deus me ama faz toda a diferen?a. Saber que Deus est? comigo me motiva. Saber que Deus presta muita aten??o ? minha alegria e ? minha tristeza me fortalece para enfrentar tudo, porque n?o estou enfrentando isso sozinha.

Se h? algo que podemos fazer uns pelos outros enquanto vivemos neste mundo cheio de problemas, ? lembrar uns aos outros que enfrentamos essas coisas juntos, uns com os outros e com Deus ao nosso lado. Porque Deus nos ama e sempre presta aten??o em n?s, nada ? grande demais para suportar!

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Mary Penich

Mary Penich é esposa, mãe, avó e uma inspiradora escritora. Depois de aposentar-se de sua carreira como professora de literatura e administradora, Mary começou a escrever reflexões diárias em marypenich.com. Ela e seu marido diácono servem na Paróquia São Paulo Apóstolo, Gurnee.

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