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set 22, 2021 127 Father Joseph Gill, USA
ENVOLVA-SE

Q & A

Q. Essa crise do v?rus me fez perceber o qu?o curta ? minha vida, e agora estou come?ando a me preocupar ? preocupar-me em adoecer e temer a morte. Como posso estar em paz sem saber se vou adoecer com o coronav?rus?

A. Todos os meios de comunica??o falado da pandemia do coronav?rus com frequencia. ? dif?cil evitar a not?cia dessa doen?a ? ela est? literalmente em toda parte. At? a Igreja teve que se envolver ? todo o Pa?s ficou sem missas p?blicas por v?rios meses no in?cio deste ano. Eu at? vi uma igreja com desinfetante para as m?os nas fontes de ?gua Benta!

Cautela ? uma coisa, mas p?nico ? outra. Eu acho que muitas pessoas (e institui??es!) entraram em um modo de p?nico que n?o traduz a realidade, nem ? ?til em um momento como este. Aqui est?o tr?s coisas para lembrar, pois todos n?s buscamos manter-nos saud?veis durante esta pandemia:

Primeiro, n?o tenhas medo. Esta ? uma das cita??es mais repetidos na B?blia. Na verdade, diz-se que a frase “N?o tenhas medo” aparece 365 vezes na B?blia ? uma para cada dia do ano, porque precisamos ouvi-la todos os dias.

Por que n?o devemos ter medo? Porque Deus est? no controle. Em nossa cultura racionalista e baseada na ci?ncia, tendemos a esquecer isso ? achamos que o destino da ra?a humana est? em nossas m?os. Pelo contr?rio, Deus est? no controle, e Sua vontade sempre prevalece. Se ? Sua vontade que contra?amos esta doen?a, devemos entregar nossa vontade ? Sua. Sim, tome medidas de precau??o, mas em nossos cora??es n?o devemos esquecer que nossa vida est? nas m?os Dele. Ele ? o Bom Pai, que n?o abandona seus filhos, mas conduz tudo para o nosso bem. Sim, “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” – todas as coisas incluem o coronav?rus.

Segundo, como crist?os, devemos contar com o fato de que todos n?s morreremos. Diz as Escrituras (Romanos 14:8) que “se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morreremos para o Senhor; ent?o, se vivemos ou morremos, somos do Senhor.” ?s vezes, pensamos que podemos evitar a morte para sempre, mas n?o podemos. Nossa vida n?o ? nossa para que nos apeguemos ? ela nos foi dada pelo Senhor, emprestada, e teremos que devolv?-la a Jesus de uma forma ou de outra. Que paz existe quando reconhecemos que um dia devolveremos esse presente ao Pai!

Como o escritor crist?o John Eldridge disse uma vez: “O homem mais poderoso do mundo ? aquele que conta com sua pr?pria morte.” Em outras palavras, se voc? n?o teme a morte, ent?o voc? ? invenc?vel. Da mesma forma, uma vez que os crist?os aceitam o fato de que sua vida n?o lhe pertence, que teremos que ir a Deus de uma forma ou de outra, isso nos liberta da necessidade de temer a morte. Isso nos liberta de nosso apego ? vida, como se essa vida f?sica fosse a coisa mais importante para proteger e preservar. Sim, a vida ? um dom, e devemos nos esfor?ar muito para proteg?-la. Mas o dom da vida n?o ? absoluto ? todos devemos devolver esse presente ao Senhor em algum momento. Seja coronav?rus ou c?ncer, um acidente de carro ou velhice, todos n?s iremos morrer. Os crist?os mant?m seu olhar fixo na eternidade, onde a vida nunca vai acabar.

Finalmente, devemos lembrar de nossos deveres para com os doentes. Temos o dever de n?o abandonar os doentes ? mesmo que sejam contagiosos. Como disse S?o Carlos Borromeo durante a peste de 1576: “Esteja pronto para abandonar esta vida mortal em vez das pessoas comprometidas com seus cuidados.” Recentemente, celebramos o memorial de Santa Francisca de Roma, que viveu no in?cio da d?cada de 1440 durante um per?odo de grande revolta social. Ela dedicou sua vida aos doentes. Ou?a as palavras de um contempor?neo dela:

Muitas doen?as diferentes estavam sem controle em Roma. Doen?as fatais e pragas estavam por toda parte, mas a santa ignorou o risco de cont?gio e mostrou a mais profunda bondade em rela??o aos pobres e necessitados. Ela os buscava em suas casas e em hospitais p?blicos, e refrescava sua sede, suavizava suas camas e cuidava de suas feridas. Quanto mais nojento e repugnante o cheiro, maior era o amor e o cuidado com que ela os tratava. Por trinta anos Francisca continuou este servi?o para os doentes e desconhecidos… (“A Vida de Santa Francisca de Roma”, de Maria Madalena Anguillaria).

N?s tamb?m devemos procurar maneiras de cuidar das v?timas desta doen?a. N?o os abandonemos! ? nosso dever crist?o, uma das Obras Corporais da Miseric?rdia. Tome precau??es, ? claro, mas se pegarmos o v?rus de algu?m infectado porque estamos servindo, ? uma forma de mart?rio branco, amor em a??o.

E, finalmente, lembramos que tudo isso est? nas m?os de Deus. Se for sua vontade que nos mantenhamos saud?veis, vamos agradecer por isso. Se ? sua vontade que adoe?amos, ent?o sofreremos por Ele. E se for sua vontade que morramos por causa desse v?rus, n?s colocamos nossas vidas nas m?os Dele.

Ent?o, sim, tome cuidado, fique em casa se estiver doente (voc? n?o est? cometendo um pecado se perder a Missa por doen?a!), lave as m?os e tente se manter saud?vel. E deixe o resto com Deus.

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Father Joseph Gill

Father Joseph Gill é capelão de uma escola de nível médio e atua em um ministério paroquial. É formado pela Universidade Franciscana de Steubenville e pelo Seminário do Monte Santa Maria. Padre Gill publicou vários álbuns de rock cristão (disponível no iTunes). Seu romance de estreia "Days of Grace" está disponível na amazon.com.

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