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Quando jovem, no norte da Espanha, Francisco Xavier sonhava em fazer grandes coisas. Aos 19 anos e cheio de ambi??o, ele foi estudar em Paris, onde conheceu In?cio de Loyola. Um texto das Escrituras que In?cio gostava de citar teve um profundo impacto sobre Francisco: “Que aproveitar? a um homem ganhar o mundo inteiro e perder sua pr?pria alma?” Francisco levou essa passagem da Escritura ao cora??o e passou a compreender o vazio da grandeza terrena, ao mesmo tempo em que se sentia fortemente atra?do pelo amor ?s coisas celestes. A humildade da Cruz lhe pareceu mais desej?vel do que todas as gl?rias deste mundo. Com o tempo, ele fez os votos como um dos primeiros sete membros da Companhia de Jesus, ou Jesu?tas, fundada por In?cio de Loyola. Quando um dos dois jesu?tas escolhidos para viajar para a ?sia como mission?rio adoeceu, o Padre Francisco ofereceu-se alegremente para substitu?-lo.
Francisco prosseguiu seu trabalho mission?rio com grande zelo. Durante uma de suas viagens, uma terr?vel tempestade aterrorizou tanto os marinheiros que eles pensaram no naufr?gio iminente.? Mas Francisco imediatamente tirou um crucifixo de seu peito e se inclinou sobre o lado do navio para tocar as ondas com ele.? No entanto, o crucifixo escorregou de sua m?o para o mar em f?ria.? Imediatamente, a tempestade cessou, mas Francisco ficou muito angustiado por ter perdido o ?nico crucifixo que tinha.
No dia seguinte, ap?s desembarcar na costa de Malacca, Padre Francisco estava caminhando pela costa quando viu um caranguejo sair do mar segurando o crucifixo entre suas garras. O caranguejo caminhou diretamente at? Padre Francisco e parou a seus p?s. Francisco beijou a cruz e a prendeu ao peito. Ele ent?o se abaixou para aben?oar o caranguejo e, para seu espanto, notou uma cruz na parte de tr?s da concha do caranguejo. Esta hist?ria milagrosa foi retratada em uma faixa pendurada na Bas?lica de S?o Pedro durante a cerim?nia de canoniza??o de Francisco Xavier. Ainda hoje, todo caranguejo de Malacca ostenta a marca da cruz em sua concha, um sinal, talvez, do amor paternal de Deus por S?o Francisco Xavier, o maior mission?rio desde os tempos dos Ap?stolos.
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Quando eu era muito jovem, eu me lembro de perguntar ao meu pai se era realmente necess?rio amar a irm? de algu?m (mesmo amar o inimigo parecia mais razo?vel na ?poca).? Meu pai, ? claro, insistiu que era.? E lembro-me de explicar longamente a ele que isso seria muito dif?cil ? mesmo imposs?vel ? dadas as circunst?ncias, e que talvez dev?ssemos considerar entreg?-la para ado??o.? Meu pai me disse: “Jason, voc? pode achar dif?cil de acreditar, mas algum dia, voc? vai descobrir que ama sua irm?.? E quando esse dia chegar, voc? vai querer ser legal com ela.? Enquanto isso, no entanto… aparente amar.?
Na ?poca, isso soava como um conselho muito frio, mas se quisermos colocar em a??o o que Cristo exige de n?s nos Evangelhos? se realmente quisermos amar nosso pr?ximo como amamos a n?s pr?prios ? ent?o haver? momentos em que n?o nos sentiremos muito predispostos a isso.? Porque, vamos encarar, algumas pessoas s?o muito, muito dif?ceis de amar. Mesmo Deus pode parecer terrivelmente distante ?s vezes, mas se voc? pensar sobre isso, aqueles momentos em que devemos nos for?ar para “fingir” esse amor por nosso pr?ximo, s?o muitas vezes os casos mais sinceros de amor, porque esses s?o os momentos em que podemos dar amor sem esperan?a de recompensa.? E se os s?bios est?o certos, ent?o o resultado curioso de toda essa afei??o fingida ? que uma afei??o n?o fingida come?a a crescer a partir dele.
Ent?o, at? chegarmos a esse ponto onde amar a todos vem naturalmente, talvez seja melhor apenas fingir ? ou seja, agir como se am?ssemos os outros, se realmente sentimos ou n?o, e esperarmos, nesse meio tempo, que algum dia possamos v?-los com os olhos da f?.
Pai Celestial eu entrego todas as minhas lutas em suportar certas pessoas na minha vida. D?-me for?a e coragem para suport?-los suavemente com amor, mesmo quando eu quiser abandon?-los. Ajude-me a ser paciente, gentil, lento para a raiva, e compassivo. Sempre que eu quiser desistir, lembre-me da gra?a que voc? estendeu para mim quando eu estava no meu ponto mais baixo. Deixe-me am?-los assim como voc? me ama. Em Nome de Jesus eu rezo. Am?m.
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Eu descobri o poder transformador da ?Ora??o do Abandono? do aben?oado Charles de Foucauld por meio de um de meus professores na p?s-gradua??o, logo depois que meu marido e eu nos tornamos pais adotivos de um grupo de tr?s irm?os. Eu estava me recuperando da transi??o para a maternidade, e meu professor sugeriu que essa ora??o poderia me ajudar a encontrar a paz de que tanto precisava.
?Se voc? quer mudar sua vida?, explicou o padre gentilmente, ?faz esta ora??o todos os dias … e se voc? quiser transformar seu casamento, fa?a -a com seu marido!? Ansiosamente, peguei o pequeno papel com a ora??o, colei-o no espelho do banheiro e leio-o em voz alta todas as manh?s:
Pai, eu me abandono em Vossas m?os;
Fa?a de mim a vossa vontade.
Seja o que fizer, eu agrade?o:
Estou pronto para tudo, aceito tudo.
Que apenas a Vossa vontade seja feita em mim e em todas as Vossas criaturas.
N?o desejo mais do que isso, ? Senhor.
Em Vossas m?os eu entrego minha alma:
Eu ofere?o a V?s minha alma com todo o amor do meu cora??o,
Pois eu te amo, Senhor, e por isso preciso dar- me,
Para entregar-me em Vossas m?os sem reservas,
E com confian?a ilimitada,
Pois V?s sois meu pai.
Por quase vinte anos, esta ora??o sincera de simples confian?a, baseada no Pai Nosso (o Pai Nosso), tem sido uma fonte constante de luz para mim, especialmente porque meu marido e eu continuamos a educar essas crian?as, dois dos quais adotamos formalmente em 2005. Atrav?s de todas as alegrias e tristezas da vida familiar, esta ora??o soa verdadeira para mim, e encontro-me ?oferecendo-a de uma nova maneira, agora que minha m?e? juntou-se ? nossa fam?lia. Quando a dem?ncia perturba sua mente, esta ora??o me ajuda a caminhar com ela sem medo, com confian?a ilimitada naquele que nos ama.
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Na verdade, a qualquer momento, qualquer um de n?s pode encontrar pelo menos mil raz?es excelentes para se sentir infeliz. Nossas vidas nunca saem exatamente do jeito que esper?vamos. Mas se nos apegarmos aos fatos – resistindo ? tenta??o de cobi?ar fantasias, onde olhamos com desejo algum mundo, algum trabalho, alguma vida diferente daquela que realmente vivemos – veremos que a felicidade ? um ato de vontade. ? uma escolha. No mosteiro, os velhos monges t?m uma express?o: ?Aquele monge tem olhado por cima do muro?. Um monge infeliz sempre lan?ar? olhares furtivos do claustro para a vida de outros homens, imaginando que eles vivem em halos de ?xtase incessante.
Mas oculto no Evangelho de Jo?o est? o ant?doto para essa tenta??o. O nono cap?tulo concentra-se em um dos her?is mais improv?veis ??da B?blia: um homem cego de nascen?a. Ele ? um her?i improv?vel n?o por ser cego, mas porque, no decorrer da hist?ria, mostra-se pregui?oso, obstinado, desobediente, desrespeitoso e irreverente. Questionado pelas autoridades a respeito de sua cura milagrosa, ele responde: “Voc?s n?o est?o me ouvindo ou querem ser seus disc?pulos?” Ele ? um alec muito inteligente e estou convencido de que ? um adolescente. (Depois de vinte anos em sala de aula, considero-me uma autoridade em pregui?a, obstina??o, desobedi?ncia, desrespeito e irrever?ncia. Al?m disso … por que mais eles iriam para seus pais? E por que mais seus pais precisariam dizer que ele era velho o suficiente para falar por si mesmo).
De qualquer forma, Jesus parece ser a ?nica pessoa na hist?ria que n?o se aborrece com ele. Mas essa crian?a tem uma qualidade redentora – redimir no sentido teol?gico da palavra. Ele pode ser desrespeitoso e obstinado, mas se at?m aos fatos.
“Como voc? recuperou sua vis?o?” eles perguntam a ele.
“N?o sei. Ele colocou lama nos meus olhos e agora eu vejo. ?
?Mas aquele homem ? um pecador.?
?Talvez sim. N?o sei. Eu era cego e agora posso ver. ?
?Mas n?o temos ideia de onde esse cara ?.?
“Quem se importa? Eu estava cego e agora posso ver! Quantas vezes eu tenho que te dizer? ?
Observe que ele n?o faz profiss?o de f?. E s? depois de um interrogat?rio implac?vel ? que ele finalmente reconhece que este homem Jesus (seja ele quem for) deve ser de Deus. Ele nem mesmo agradece a Jesus depois. Jesus tem que encontr?-lo.
“Voc? acredita no Filho do Homem?” disse Jesus.
“Quem ? ele?”
Jesus diz: “Voc? est? falando com ele.”
Agora posso imaginar um final alternativo para essa hist?ria em que o adolescente diz: ?O! Certo. Muito obrigado por tudo. Mas voc? sabe, talvez n?o tenha sido voc? quem realmente me curou. Talvez tenha sido apenas uma coincid?ncia. Talvez minha cegueira fosse totalmente psicol?gica para come?ar. Talvez houvesse algo naquela lama. Talvez seja melhor eu pensar um pouco sobre isso antes de tomar qualquer decis?o precipitada. ”
Mas lembre-se: esse garoto ? um pragm?tico. Para o bem ou para o mal, ele se at?m aos fatos.S?o Jo?o nos diz que tudo o que disse foi: “Eu acredito, Senhor”, e ele o adorou.Certa vez, quando ainda novi?o perguntei ao meu diretor espiritual como eu poderia saber se Deus estava realmente me chamando para ser um monge da congrega??o de Saint Louis Abbey.”Bem”, disse ele depois de pensar um pouco, “voc? n?o est? em outro lugar.”Voc? est? aqui e n?o est? em nenhum outro lugar. Isso ? motivo suficiente para regozijo.
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Quer Mudar O Mundo? Aqui Est?o Algumas Dicas Simples.
O professor de Hist?ria da Igreja em nosso semin?rio local pediu aos seus seminaristas do primeiro ano para indicar o melhor ano da hist?ria da Igreja. Eram jovens rec?m-chegados, apenas embarcando em suas jornadas vocacionais, inquietos em seus assentos.
Como cada sugest?o foi julgada incorreta, os seminaristas come?aram a se perguntar se tinha sido uma pergunta de truque. Eventualmente, o professor admitiu que tinha sido uma esp?cie de truque porque a Igreja nunca viveu uma era perfeita.
Cada ?poca trouxe seus pr?prios novos desafios aos fi?is crist?os – desde persegui??es violentas, ?esc?ndalos e divis?es dentro da hierarquia – at? ideologias perigosas e ensinamentos her?ticos, at? o secularismo atual.
A Igreja e seus fi?is resistiram a estas tempestades, feridos, mas n?o espancados. Santos e m?rtires, homens e mulheres santos levantaram-se ?no meio dessas tempestades e continuaram corajosamente. E embora possamos sentir como nossa ?poca atual ? sombria, que a Igreja que amamos ? constantemente atacada, perseguida e tra?da de muitas maneiras, podemos nos ?confortar sabendo que a Igreja Cat?lica j? resistiu tudo isso antes. E far? isso de novo.
Mas ? medida que nos esfor?amos ?para confiar e resistir, tamb?m podemos buscar maneiras de mudar o mundo ao nosso redor e trilhar um caminho que leve ? santifica??o. Podemos nunca ser reconhecidos como santos canonizados, mesmo assim podemos nos tornar santos e passar a eternidade com Deus. Aqui est?o alguns pontos de partida simples ?para uma viagem ? santidade:
1. PRATIQUE O ORDIN?RIO
Podemos sentir a vontade de fazer algo heroico, ?mas nos sentimos incapazes de fazer qualquer coisa para fortalecer a ?f? do mundo. Mas os feitos heroicos para Cristo n?o s?o aquilo a que a maioria de n?s ? chamado a fazer. ?Para muitos de n?s, nossas voca??es ?e ?apostolados est?o muito mais perto de casa e est?o em uma escala muito menor. S?o Tom?s More, um grande defensor da Igreja e dos seus ensinamentos, entendia bem essa realidade. “Os atos comuns que praticamos todos os dias em casa”, disse ele, ?s?o mais importantes para a alma do que sua simplicidade pode sugerir”.
Pode muito bem ser o nosso testemunho simples e quotidiano da nossa f? que influencia os outros, plantando neles sementes que talvez nunca vejamos dar frutos. As nossas casas, par?quias e comunidades s?o onde podemos cultivar a nossa f?, a f? dos outros, e a sa?de geral do Corpo de Cristo, a Igreja.
2. CONECTE-SE COM O EXTRAORDIN?RIO
A vida de f? parece radical para nossa sociedade secular. Muitos ?n?o compreendem o sobrenatural e atribuem a religi?o ao reino do ?faz-de-contas? e dos contos de fadas. Mas viver uma vida cat?lica aut?ntica como conv?m ?s nossas circunst?ncias individuais requer uma f? e confian?a extraordin?rias em Deus e, acima de tudo, um amor que obriga a uma maior confian?a n’Ele. Madre Ang?lica colocou isso de forma muito sucinta quando disse: “A f? nos diz que Deus est? presente quando rezamos, e a esperan?a nos diz que Ele ouve, mas s? o amor nos faz continuar a orar quando a escurid?o, o t?dio e at? mesmo o desgosto enchem nossas almas.”
Portanto, rezemos, confiemos, amemos, e rezemos de novo. O que pode parecer atos espirituais de rotina, de fato, ligam-nos ao extraordin?rio – a presen?a sublime e sobrenatural do nosso Pai Celestial; O Seu ?nico Filho, nosso Salvador e Redentor; e o Esp?rito Santo que nos d? dons de admira??o e compreens?o.
3. PRATIQUE A SANTA TEIMOSIA
Nenhum de n?s ? perfeito e somos todos propensos a pecar, por isso ? evidente que vamos cometer erros. De facto, ? prov?vel que cometamos muitos erros e muitas vezes os mesmos erros, repetidamente. Mas ? importante que n?o cedamos ao des?nimo.
S?o Jos? Maria Escriv? nos encoraja: “N?o se esque?a que o santo n?o ? a pessoa que nunca cai, mas sim aquela que nunca deixa de se levantar de novo, humildemente e com uma teimosia sagrada”. Levante-se, limpe-se e avance com uma teimosia santa que percebe que vale a pena seguir o caminho da santifica??o.
4. SANTIFICAR A SOCIEDADE
“Santifica-te e santificar?s a sociedade”, diz S?o Francisco de Assis. Para mim, isto sempre me pareceu mais f?cil de dizer do que de fazer, dada a minha natureza humana pecaminosa e a enormidade da tarefa. Mas s? porque este parece um objetivo irrealista, n?o significa que n?o possamos alcan??-lo. Jesus diz-nos muito claramente que o que ? imposs?vel para n?s n?o ? imposs?vel para Deus (cf. Mateus 19,26).
Assegurem-se de estabelecer e permanecer fi?is ? vossa vida di?ria de ora??o. Pratique as virtudes, e fa?a um exame noturno para se compreender melhor a si pr?prio e ao seu progresso espiritual.
5. AGARRE-SE ? ESPERAN?A
S?o Padre Pio encorajava regularmente as pessoas a “rezar, esperar, e n?o se preocupar”. O nosso mundo n?o ? perfeito. ? frequentemente ca?tico e cheio de tens?o. Mas isto n?o deve perturbar o nosso esp?rito.? Os coment?rios do Padre Pio sobre as tempestades da vida s?o muito consoladores: “Deus nunca permitir? que nada nos aconte?a que n?o seja para o nosso bem maior”. As tempestades que est?o ? vossa volta acabar?o por ser para a gl?ria de Deus, o vosso pr?prio m?rito e o bem de muitas almas”.
Portanto, n?o percam a esperan?a no meio das tempestades na vossa vida e no mundo.? Estes s?o os tempos em que Deus nos colocou, e por conseguinte, estes s?o os tempos que nos podem tornar santos.? S? precisamos de continuar corajosamente at? descansarmos no reino celestial de Deus.
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Dicas para te ajudar a manter o foco!
T?nhamos acabado de chegar ? capela anexa ao nosso semin?rio diocesano local. Enquanto eu tentava encorajar meu mal humorado de quatro anos de idade para um comportamento mais apropriado, minha filha de dois anos calmamente saiu do nosso banco caminhou em dire??o ao altar.
Ela estava quase com o p? no altar antes de virar-se e olhar para mim, apontando para o tabern?culo e gritando: “Olha m?e, ? Jesus. Jesus est? l?.”
Claro, ela estava absolutamente correta. Jesus estava l?. Na minha pressa de deixar as crian?as sentadas e acomodadas, eu tinha esquecido da presen?a real de Jesus naquela capela. Em vez disso, eu tinha entrado na capela como um ?piloto autom?tico?, guiando as crian?as para fazer a genuflex?o e desempacotando e distribuindo alguns livros para mant?-los ocupados.
Esses aspectos pr?ticos de ser m?e s?o certamente importantes. Eu estava l?, afinal, para o Sacramento da Confiss?o e receber dire??o espiritual depois. Mas eu estava distra?da com os aspectos pr?ticos daquela manh?.
AGARRE O INFINITO
Quando minha filha chamou minha aten??o para o Tabern?culo, senti-me devidamente repreendida. Para ser honesta, eu invejava f? t?o simples. ? lindo ver meus filhos se envolverem com Jesus com f? e suas maneiras t?o pr?prias de ser. Um deles tem uma afinidade particular por S?o Miguel e sua derrota de Satan?s. Outro tem uma forte devo??o e afeto por Nossa Senhora.? Acima de tudo, eles parecem compreender o infinito, enquanto eu estou muitas vezes preocupada com o finito.
E eu n?o pude deixar de refletir sobre o Cap?tulo 18 do Evangelho de Mateus:
“Naquela ?poca, os disc?pulos vieram a Jesus e perguntaram: “Quem ? o maior do reino dos c?us?”?Ele chamou uma crian?a, colocou entre eles, e disse: “Verdadeiramente eu lhes digo, a menos que voc?s mudem e se tornem como crian?as, voc?s nunca entrar?o no reino dos c?us.?Quem se torna humilde como esta crian?a ? o maior do reino dos c?us.?Quem recebe uma crian?a em meu nome me recebe.” (Matt 18:1-5)
A menos que mudem e se tornem crian?as… Mais f?cil dizer do que fazer, talvez, mas aqui estejam alguns pontos de partida para todos n?s:
1. Pratique a humildade
As crian?as aceitam que n?o sabem tudo. Elas confiam que os adultos ter?o as respostas para suas perguntas, a sabedoria para gui?-las em situa??es complicadas, e um amor incondicional que ? infinito. Aceitar que n?o temos todas as respostas e confiar na sabedoria e miseric?rdia de Deus ? essencial.
2. Seja simples.
Podemos ler uma infinidade de temas de espiritualidade, postagens em blogs e artigos, mas a menos que essa leitura seja seguida de medita??o e ora??o para discernir sua aplica??o pessoal pela gra?a de Deus, podemos fazer pouco progresso em nossas vidas espirituais. Uma das melhores maneiras de realmente crescer na santidade, para promover nossa ?f? de crian?a?, ? sentar em ora??o silenciosa e meditativa e chamar a presen?a de Deus ? mente. Passar esse tempo de ora??o em Sua Verdadeira Presen?a ? ainda melhor.
3. Coloque sua mente na Presen?a Dele
N?s podemos fazer isso ao longo do dia em nossos tempos de ora??o, mas tamb?m nas partes regulares do nosso dia. Pendurando a roupa com uma crescente monotonia? Fazer cada tarefa di?ria com um acompanhado: “Tudo por Voc? Jesus, tudo por Voc?.” Agradecer a Ele quando estiver feliz, confiar Nele nas batalhas da vida. Ora??es curtas, simples, espont?nea, e direto do cora??o.
4. Pe?a ajuda.
Se voc? est? achando a vida um pouco dif?cil no momento, procure um bom e santo sacerdote ou religioso para obter ajuda e dire??o espiritual. Familiares e amigos verdadeiros que compartilham sua f? podem ser capazes de oferecer apoio e orienta??o para aquilo que voc? possa estar precisando. Na verdade, eles podem at? admitir ter experimentado algo semelhante. Ouvir a hist?ria de suas batalhas para lidar com as adversidades e alcan?ar um lugar de paz, pode trazer-lhe a esperan?a e consolo que esse tempo de sofrimento passar?.
5. Acima de tudo, confie Nele
Se voc? ? como eu, renunciar ao controle n?o ? f?cil. Mas ? precisamente quando aceitamos e nos colocamos diante da vontade de Deus em nossas vidas que fazemos progresso espiritual. Aprender a colocar a vontade de Deus ? frente da nossa ou aceit?-la quando ? o oposto do que queremos, pode parecer dif?cil. Deus sabe o que ? melhor para n?s, e se podemos deix?-lo assumir a lideran?a, quem sabe o que podemos alcan?ar por Ele?
Que Deus nos d? um aumento na f?, confian?a e esperan?a para que possamos verdadeiramente ser chamados de Seus filhos e experimentar o c?u, onde pertencemos:
“Ent?o as crian?as eram trazidas a Ele para que Ele pudesse colocar as m?os sobre elas e orar. Os disc?pulos falou severamente para aqueles que os trouxeram;?mas Jesus disse: “Que as crian?as venham at? mim, e n?o os pare; pois ? para tais como estes que o reino dos c?us pertence. (Mateus 19:13-14)
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Freq?entemente encontramos pessoas que podem ser m?s, rudes, desagrad?veis ??ou problem?ticas. Embora sejamos chamados a amar uns aos outros, admitidamente pode ser muito dif?cil. N?o se preocupe mais! Santa Teresinha de Lisieux est? aqui com 3 lindas sugest?es de como amar as pessoas dif?ceis como Jesus amava.
?H? na Comunidade uma Irm? que tem a aptid?o de me desagradar em tudo, nos seus modos, nas suas palavras, no seu car?ter, tudo me parece muito desagrad?vel. E ainda assim, ela ? uma santa religiosa que deve agradar muito a Deus .?*
ENT?O COMO SANTA TERESINHA CONFRONTOU ESTA IRM??
1. Pela caridade expressa n?o em sentimentos, mas em obras.
“N?o querendo ceder ? antipatia natural que estava experimentando, decidi fazer por esta irm? o que faria pela pessoa que mais amava.” *
2. Por meio da ora??o?Rezei a Deus por ela, oferecendo-lhe todas as suas virtudes e m?ritos. Senti que isso agradava a Jesus, pois n?o h? artista que n?o ame receber elogios por suas obras!? *
3. N?o discutindo, mas sorrindo e mudando de assunto.“N?o me contentei simplesmente em rezar muito por esta Irm? que me deu tantas lutas, mas cuidei de prestar-lhe todos os servi?os poss?veis e, quando era tentada a responder de maneira desagrad?vel, ficava contente a dar um sorriso mais amig?vel e mudava o assunto da conversa. ?*Um dia, no recesso, a irm? perguntou quase com estas palavras: “Quer me dizer, irm? Teresa do Menino Jesus, o que tanto a atrai a mim; toda vez que me olha, vejo que sorri?” *?O que atraia Santa Teresinha era Jesus escondido no fundo da alma daquela irm? – Jesus que torna doce o que h? de mais amargo. Vamos aprender a arte de responder ? frieza, grosseria, fofoca e insultos com uma bondade amorosa ativa e compaix?o interior.
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Deus realmente se importa com o que est? acontecendo em sua vida? Esta hist?ria, fict?cia ou n?o, certamente mudar? sua perspectiva. Durante a Segunda Guerra Mundial, um soldado se separou de seu batalh?o. A luta tinha sido intensa, e na fuma?a e fogo cruzado, ele tinha perdido contato com seus companheiros. Sozinho na selva, ele ouve soldados inimigos se aproximando. Em sua busca desesperada por um abrigo, ele subiu um cume alto e encontrou pequenas cavernas. Rapidamente ele rastejou para dentro de uma delas.
Embora seguro no momento, ele percebeu que se eles o seguissem at? o cume e vasculhassem as cavernas, encontrariam seu esconderijo. Enquanto esperava ansiosamente, rezou: “Senhor, por favor, poupe minha vida. Aconte?a o que acontecer, eu te amo e confio em Ti. Am?m”. ?O passo pesado das botas inimigas se aproximava cada vez mais.
“Bem, eu acho que o Senhor n?o vai me ajudar a sair dessa,” ele pensou desanimado. Morosamente, ele observou uma aranha construindo uma teia na frente da caverna onde ele estava. ?Hah,? ele exclamou, ?O que eu preciso ? de uma parede de tijolos e o Senhor me envia uma teia de aranha.? Deus tem senso de humor.? Ao se aproximarem de sua caverna, o soldado se preparou para fazer sua ?ltima resist?ncia, mas ent?o ouviu algu?m dizer: “N?o adianta procurar nesta caverna … ele n?o poderia ter entrado sem quebrar aquela teia!”
Para seu espanto, depois de um olhar superficial, eles seguiram em frente. A fr?gil teia de aranha o salvou, afinal. ?Senhor, perdoe-me,? ele rezou. ?Eu tinha esquecido que o Senhor pode fazer uma teia de aranha mais forte do que uma parede de tijolos.?
?O que ? estulto no mundo, Deus o escolheu para confundir os s?bios; e o que ? fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes? (1 Cor?ntios 1:27).
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Uma tarde, Padre Pio estava sentado sozinho na varanda, do lado de fora de seu pequeno quarto. Seu assistente, padre Alessio, achou que seria uma boa oportunidade para revisar algumas das cartas pedindo seu conselho, mas ficou surpreso com a resposta. ?Estou muito ocupado agora,? respondeu Padre Pio. “N?o posso responder ? sua pergunta neste momento.”
Frei Alessio ficou confuso. Era ?bvio para ele que o Padre Pio n?o estava ocupado. Ele estava sentado sozinho com o Ros?rio nas m?os, mas sempre segurava-o. Posteriormente, Padre Pio explicou: ?Hoje, muitos anjos da guarda estavam trazendo mensagens de meus filhos espirituais.? Ao longo dos anos, Padre Alessio experimentou pessoalmente batidas misteriosas em sua porta, ou sussurros em seu ouvido do anjo da guarda do Padre Pio, chamando-o em aux?lio do Padre Pio quando ele n?o conseguia andar sem ajuda.
Cada ser humano ? designado a um anjo da guarda que sempre v? a face de Deus. A tarefa deles ? nos guiar ? Sua presen?a, aos lugares que Deus preparou para n?s no c?u. Sempre que voc? precisar, chame seu anjo para ajud?-lo. Envie seu anjo da guarda para confortar um amigo em perigo. Lembre-se de que sempre h? uma testemunha de seus atos.?Santo anjo do Senhor, meu zelozo guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Am?m
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Crescendo em uma grande fam?lia de dez crian?as com dez personalidades bem diferentes, nossa casa era muitas vezes barulhenta e ca?tica, mas tamb?m cheia de profunda f? e amor. Tenho mem?rias v?vidas de mim e dos meus irm?os bombardeando nossa querida m?e quase diariamente com fofocas e desentendimentos.
Muitas vezes minha m?e simplesmente reagiu ?s nossas brigas recitando a bem-aventuran?a com sua voz calma: “Bem-aventurados os pac?ficos, pois eles ser?o chamados de filhos de Deus.” Ouvindo essas palavras, recuar?amos e tomar?amos uma firme decis?o de se comprometer e perdoar. Ao longo dos anos, muitas das palavras perspicazes da minha m?e tornaram-se minha voz interior. Essa voz ? particularmente alta agora, dado o mundo tumultuado em que vivemos.
Estranhamente, o mundo hoje n?o ? totalmente diferente da casa em que cresci. Este mundo, tamb?m, ? barulhento e ca?tico, mas ainda cheio de f? e amor. Mesmo com personalidades conflitantes, ideais diferentes e pensamentos conflitantes, acredito que h? um desejo comum de paz, e um amor subjacente um pelo outro.
A ora??o favorita do meu pai era simples, mas a bela ora??o de paz de S?o Francisco se tornou mais significativa para mim ? medida que envelheci. ? uma ora??o perfeita para os tempos em que vivemos. N?o apenas uma ora??o pela ?paz, ? uma ora??o que busca uma maneira de se tornar um instrumento para espalhar a paz.
Ela pede que nos abandonemos para cuidar uns dos outros e curar este mundo que est? profundamente machucado e sofrendo. Ao refletir sobre as palavras animadoras desta ora??o comovente, n?o posso deixar de sentir uma mistura de compaix?o e empatia por aqueles que est?o feridos, e um desejo sincero de ajudar a curar, dar conforto e trazer paz onde eu puder.
Que mundo diferente seria se todos n?s abra??ssemos as palavras gentis do Santo de Assis e as implement?ssemos em nossas vidas:
Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa paz.
Onde houver ?dio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perd?o.
Onde houver disc?rdia, que eu leve a uni?o.
Onde houver d?vidas, que eu leve a f?.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperan?a.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
? Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois ? dando que se recebe.
? perdoando que se ? perdoado.
E ? morrendo que se vive para a vida eterna. Am?m.
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Quem quer aprender li??es de um inimigo? Como o sofrimento pode ser um professor – desde a perda de liberdades simples, como sair de casa, at?? tr?gica mortes?
Podemos nos referir ? Santa Missa como “O Milagre Banal”? Este ox?moro cat?lico poderia descrever o belo sacramento da Eucaristia. Afinal, podemos receber Nosso Senhor Ressuscitado neste sacramento diariamente. Os cat?licos, em estado de gra?a, podem receber este dom extraordin?rio simplesmente entrando na fila da Comunh?o, depois de jejuar por pelo menos uma hora. Nenhum bilhete de admiss?o ou prova de autenticidade ? necess?rio, apenas nossa consci?ncia nos dizendo que estamos livres de pecados graves. Assim, o milagre de Si mesmo dado por Deus ? recebido banalmente. Ent?o, Covid-19 entrou no mundo.
Em sua imagina??o mais improv?vel, voc? j? pensou que as igrejas seriam ordenadas a fechar suas portas por nosso governo? Que n?o haveria missa dominical, para n?o falar da missa di?ria em nossas par?quias? Mas, gra?as a Deus, a tecnologia permitiu que nossos bravos e engenhosos padres transmitissem missas ao vivo. Minha mesa da cozinha se tornou meu espa?o sagrado, onde a Palavra de Deus era ouvida em meu telefone. Nossos padres pregaram sua homilia, consagraram o p?o e o vinho no Corpo e Sangue de nosso Senhor e nos permitiram receber tudo espiritualmente em nossas pr?prias igrejas dom?sticas ou lares.
Mas os dias se transformaram em meses e a fome aumentava. Era uma saudade de receber a Eucaristia que n?o podia ser satisfeita. Pela primeira vez na minha vida, e ouso dizer na sua tamb?m, percebemos como a aus?ncia da Eucaristia pode nos afetar. O milagre banal tornou-se o milagre desejado.
Embora os restaurantes estivessem fechados, podia encomendar comida pra levar. Lentamente, sobre estritas diretrizes do estado, comer nos restaurantes foi permitido novamente. Mais maravilhoso do que isso, a missa di?ria, depois a missa dominical recome?ou usando mascaras e socialmente distantes uns dos outros. Depois de oitenta e oito dias sem receber a Eucaristia sacramentalmente, eu estava faminta por nosso Senhor Ressuscitado. Eu, junto com muitos outros, recebi a Eucaristia com os olhos lacrimejantes e uma saudade que finalmente foi satisfeita. Fiquei muito grata por reunir-me com meu querido amigo que deu Sua vida por mim. Apenas alguns curtos minutos meditando sobre Seu dom de Si mesmo para mim na Eucaristia matou a saudade do nosso tempo de separa??o.
Ent?o percebi a maior li??o de Covid-19: a Eucaristia era o melhor alimento de todos os tempos. Totalmente recebida e totalmente consumida, a Eucaristia satisfaz um cora??o faminto que sai para o mundo no final da Missa. E esse alimento foi feito para ser entregue ? n?s. Rezo ? Deus para que O d? aos outros da maneira que Ele me instruir. E novamente, o processo pode ser repetido: receba, leve e entregue ao nosso mundo faminto e necessitado.
Depois que o padre d? a b?n??o final, estamos “prontos para ir”. Sem corre??o. Estamos ?prontos para Deus? – prontos e capazes de levar o melhor alimento de todos os tempos. Portanto, esteja pronto para dar um sorriso, uma palavra gentil, uma m?o amiga, o necess?rio: como alimento, uma palavra de conforto e ajuda sincera. Ele nos ajudar? a ver onde precisa levar a entrega especial. ? engra?ado como aprendemos com os eventos mais estranhos da vida. Ou talvez, nos dias mais sombrios, procuremos o m?ximo que podemos pela luz e Ele ilumina seu entendimento sobre n?s.
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